7 de maio de 2017

A IMPORTÂNCIA E O SIGNIFICADO DOS LIMITES



Há pessoas no BDSM que não suportam sequer ouvir falar em limites. Outras os acham desnecessários, algo do tipo... "meros sofismas"... Mas, os limites existem, têm uma função, e devem ser observados.

Normalmente, a primeira ideia que vem à nossa mente, quando citamos limites é a de uma barreira, u entrave à realização, ou ao intensificar de alguma prática. E digo limites de ambas as partes da relação, afinal os TOPs não são imunes a isso. Há situações em que o botton pede por uma intensidade maior e é o TOP que não consegue ir além, ou não concorda com a realização de alguma prática mais radical, como scat, por exemplo.

A diferença é que aos bottons é permitida uma safeword, e mesmo que em algumas ocasiões permaneçam em silêncio, o corpo muitas vezes fala e acusa o limite. TOPs não necessitam de safeword, afinal administram a tudo. Então, simplesmente param a cena e, se lhes for conveniente, explicam o motivo. Assim, limites são uma quase prerrogativa de quem se submete.




Limites são sempre saudáveis

Os limites, normalmente explicitados por uma safeword não são sinais de fraqueza, nem significam demérito, mas sim aquilo que pode ser feito agora e o que necessita ser trabalhado para o depois, ou seja, um ponto de definição entre o que é ou não lesivo à integridade da peça. Podem também demonstrar o momento que a "coisa" descamba para o lado abusivo.

Conhecer a parte submissa é conhecer também os seus limites. Superá-los faz parte do crescimento de qualquer relação e do aperfeiçoamento de quem se submete. Limites são um ótimo indicativo de poder, afinal Dominar não significa exatamente "mandar", nem submeter-se significa estritamente "obedecer".

Dominar é exercer o poder ofertado e, a partir deste, fazer com que a parte submissa supere as espectativas e seus limites, sem que isso seja ordenado. Na verdade,  quem se submete, o faz em relação a si, ao seu tesão e desejo de ser dominado, dobrado, moldado, pervertido.

Dominar é conquistar a vontade do botton e assim faze-lo desejar uma pressão cada vez maior. Quanto mais pressão, mais tesão, mais realização e mais prazer.
Por outro lado, quem se submete faz uma "oposição construtiva", instigando o tesão do TOP em Dominar. O botton chama sobre si a Dominação por puro tesão em ser assim tratado.




Não obstante o poder concedido, há no D/s uma constante troca de "tesões", que nem sempre é percebida, mas existe e é o combustível da relação. Um se alimenta do tesão do outro e instigam-se mutuamente.

A submissão verdadeira existe pelo tesão em submeter-se, mas para isso é necessário tesar a quem Domina e é esta que faz o tesão do Domínio.
A isto chamo D/s. A própria grafia "D/s" mostra que a base desta relação, o chão que sustenta o Domínio, é a parte de baixo. Então , respeite os limites dos seus alicerces.


Werther von AY erschaffen




2 comentários:

  1. Oi...Depois de um tempo afastada, estou retornando aos poucos e retomei um site antigo que eu tinha no Recanto Das Letras...
    Aguardo vc lá...

    http://www.sensualeerotica.recantodasletras.com.br/

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  2. Muito obrigado por sua visita. Estive na "Toca da Leoa" e fiquei maravilhado...

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