7 de janeiro de 2017

A IMPORTÂNCIA DA MATURIDADE

Grande parte das pessoas associa maturidade com a idade adulta e isso nem sempre é verdadeiro; justamente por este motivo é que não entendo o BDSM simplesmente como um “jogo”, mesmo um jogo para pessoas adultas. BDSM é uma atividade (e não gosto da expressão jogo) para pessoas maduras, por envolver ligações muito mais complexas do que mandar, foder, amarrar, ou bater. O BDSM transcende o físico e o emocional, BDSM é energia com sinergia.


Ser maduro não significa crescer e tornar-se adulto, porque a maturidade não necessariamente caminha par e passo com a cronologia da vida. O maduro é consequência, é a evolução do adulto.

Maturidade não é mérito, assim com a sua falta não sinonimize o demérito. É uma condição que decorre de experiências, observações e reflexões que acumulamos ao longo da vida, portanto, demanda tempo para que chegue ao seu Tempo. Ser maduro é ter a inteligência e domínio sobre as emoções, é saber lidar com o sucesso e com as inevitáveis frustrações e contrariedades da vida.

Um exemplo bem conhecido e aplicado de Maturidade no campo emocional é a tão falada Inteligência Emocional que a tantos adultos inteligentes enrola e derruba quando aspiram uma colocação no mercado de trabalho.

Maturidade é ter a consciência nua e crua do Eu, do que se é realmente e, a partir daí analisar e definir o que se quer e como se quer. É ser honesto consigo.
Isso permite ter uma noção muito mais clara virtudes, das falhas e, também das responsabilidades que temos quando nos relacionamos com alguém. Só então é possível decidir novos rumos, realizar as escolhas certas e talvez definitivas.

Falo por mim.
Se tenho a real noção dos meus Fetiches (riscos e responsabilidades), que rotulo como a minha insanidade sã; então posso procurar alguém com um perfil que se encaixe ao meu. Assim o digo porque imagino como relação ideal aquela em que as partes são como peças de um quebra cabeças, o encaixe é perfeito, sem tirar nem por.


Depois de vagar um bocado nos caminhos e descaminhos do BDSM finalmente encontrei em Amar Yasmine a total correspondência e reciprocidade às minhas expectativas e visão de um D/s litúrgico, onde a entrega é total, uma relação D/s repleta de perigos, magia e sensualidade.
Era a peça que faltava!



SENHOR WERTHER VON AY ERSCHAFFEN 

3 de janeiro de 2017

OS 50 TONS DE COISAS RUINS.


Um tema que tornou-se recorrente, não somente no Facebook, como em todos os espaços das redes sociais, voltados ao BDSM, é a questão do livro e posterior filme “Os 50 tons de cinza”. Particularmente tenho lá as minhas reservas à obra, mas respeito, por entender ser, também, um exercício da liberdade de opinião de quem escreveu.

Opinião e bunda, cada um tem a sua...

Independentemente do livro, há também, de minha parte um silencioso protesto contra a exposição e disseminação excessivas do BDSM, por entender que mostra-se, muitas vezes, justamente o que grande parte da sociedade critica. A esmagadora maioria das citações ao BDSM, na mídia, tem caráter sensacionalista, um apelo puramente focado na violência e no sexo, ou então no noticiário policial.
BDSM não é pornografia!

Assim jamais será possível sonhar com a retirada das quatro letrinhas da lista de anomalias do CID 10!!!

Não acho que mostrar o BDSM, pelo menos da forma com se faz atualmente, e novamente aludo ao livro, encoraje e faça qualquer BDSMer “enrustido” a sair do armário. Que armário!?

Cada um tem lá o seu tempo de refletir e amadurecer suas ideias; não é um livro que vai trazer a lucidez para tal.

O fato de alguém assumir e praticar o BDSM, não significa que tenha que sair alardeando aos quatro cantos do mundo esta sua preferência.

Toda esta parafernália para “mostrar” o BDSM, vem causando, há bastante tempo uma cisão entre os adeptos. Criaram-se então, verdadeiros nichos de pessoas avessas à participação desde as saudosas listas, ao Facebook e congêneres.

Pessoas que desejam um BDSM “hermético”, sem a presença de especuladores, ou de quem quer apenas um sexo diferente, sem os curiosos, ou de quem ainda não se definiu entre o ser e o não ser.

Infelizmente, nas redes sociais, não é possível evitar coisas do tipo as mensagens de alguns babacas em que se vê uma bunda, ou um pênis, como se pudessem exprimir alguma coisa, ou pseudos Dons se insinuando para escravas encoleiradas, etc.

É justamente por conta dessa bagunça, dessa invasão de pessoas que nada tem a ver com o BDSM, pois falta-lhes seriedade, que permaneço fiel à premissa de que o BDSM não deve ser tão “democratizado” com tem acontecido.

Até quando conseguiremos não fugir para um nicho!?


                                                     Werther von AY erschaffen