26 de novembro de 2015

BDSM, BONSAI E A SUTILEZA DO PODER

Queridos amigos, a pedido do meu 

Amado Senhor Werther von AY erschaffen

viajando a trabalho, publico aqui para vocês 

um texto onde Ele faz uma feliz comparação entre 

BDSM e Bonsai.


{W_[amar yasmine]}



Embora a palavra ‘Bonsai’ seja japonesa, a arte que ela descreve tem origem no império chinês. Por volta do ano 700 a.C. os chineses iniciaram na arte do "pun-sai", usando técnicas especiais para cultivar árvores anãs em bandejas.

Por meio de podas programadas, controle da luz e da umidade, e elementos como o arame, descobriram ser possível não apenas diminuir, como dar a forma desejada a estas diminutas árvores.
Então, não há uma espécie originalmente Bonsai, tratam-se de plantas normais que foram modificadas.

Apesar de ser considerada por muitos como uma violência, por não ser consensual, a arte do Bonsai guarda certa similaridade com o BDSM no tocante ao moldar.

Moldamos e modificamos pessoas e seus hábitos, estilo de vida etc. Tudo o que envolve o D/s, a construção da personagem submissa e seu desenvolvimento, a  liturgia a ser assimilada e praticada...  a parte submissa é, na verdade, um Bonsai humano, e caberá somente a quem domina ditar como, onde e quando crescerá.

E haverá sempre mudanças e redirecionamentos; uma poda será uma restrição e a rega, um prêmio.
Assim como o arame mantém a direção dos galhos do Bonsai, as diretrizes do Dono orientam e fazem com que a submissa se adapte aos seus desejos. Que seja santa, menina, puta, mulher...


Que braços, pernas e sexo se abram como uma flor, que a alma e tudo mais seja ofertado pelo simples encanto que há no D/s e em pertencer a quem perverte princípios, valores e expectativas. Pertencer a quem dá sentido à vida, recriando a vida.


O Bonsai bem cuidado e bem feito tem nas folhas o viço, um tronco forte e flores delicadas assim como a escrava bem moldada e cuidada tem o viço da pele e um brilho de tesão no olhar, nas mãos um toque de seda e um perfume de sensualidade.

Ele harmoniza e embeleza o ambiente como a escrava harmoniza a quem pertence e embeleza-lhe a imagem, por vezes, a vida.

Tenho um Bonsai muito delicado que tem me proporcionado muitas alegrias e realizações. Meu Bonsai chama-se {W_[amar yasmine]}. Moldar seus galhos, cuidar e reger sua vida tem sido algo indescritível. Minha plantinha agradece e se entrega em minhas mãos.



Werther von AY erschaffen

20 de novembro de 2015

20 DE NOVEMBRO - PARABÉNS PRA MIM!



Eu me sentia perdida até SUA chegada em 20 de Setembro a Belo Horizonte. Éramos amigos há mais de 10 anos... quase como irmãos... gêmeos.... E eu brincava comigo ao descobrir mais alguma característica comum entre nós:

"Gêmeos - Mórbida Semelhança". Pensava isto inspirada no filme de mesmo nome, do diretor David Cronnemberg. E ria inocentemente, sem suspeitar no que estava reservado para mim.

Andava tão frágil e doída que me fiz pequenina assim que Ele chegou por trás, me agarrou com força, enrolou meus cabelos em suas mãos, puxou minha cabeça para trás e, com voz grave, rouca e deliciosamente morna, sussurrou em meus
ouvidos:

_Aonde você vai, Amar Yasmine?

Até então eu não sabia onde ir... andava a esmo. Entretanto, naquele momento, ao sentir o desejo dELE de ter a mim, pensei em como pude viver toda uma vida sem sequer imaginar que finalmente encontrara meu lugar no mundo.

_Aonde você vai, Amar Yasmine?

Um turbilhão de emoções tomou conta de mim. Nada pude responder... mas, meu corpo respondeu, no imediato abaixar da cabeça, no colar os olhos no chão e no entregar, por inteiro e definitivamente, meu destino em SUAS mãos.

Hoje fazem dois meses que estou a SEUS serviços. Obrigada, meu Senhor Werther von AY erschaffen, por me fazer SUA. Que eu cumpra meu destino com dignidade e seja para o Senhor a escrava que espera que eu seja e que me dedicarei a ser.

Com todo amor e submissão!


{W_[amar yasmine]}
*sorrindo feliz*

17 de novembro de 2015

A NOITE


A noite se estende sobre meu corpo

A imaginar que sou feita de plumas.

Eu digo que não venha pois,

Quando muito, sou um monte de espinhos..

Quiçá raízes, folhas, cipós, galhos secos.

Eu penso que seu desejo

É tão somente descansar

Mas, ela vem e se aconchega lânguida.

Deita atrás de mim e me prende em seus braços,

Suas pernas me enlaçam a cintura,

Seu sexo me invade as entranhas...

E ela se faz de pura volúpia

Até que extenuada e liquefeita

Boceja, adormece e

Sossega dentro de mim.

E eu, lá, imóvel, sem sequer respirar,

Até que o dia amanheça

Pra não interromper seu sono...

Pois a noite também precisa descansar!







14 de novembro de 2015

POR FALAR EM SUBMISSÃO



Quando recebo atualizações das meninas escravas e/ou submissas que estão no meu perfil do Facebook e leio suas declarações de submissão, feitas a seus Donos com tanto carinho, meu coração fica aquecido. E eu tenho uma vontade danada de abraçá-las e de dizer que desejo, a cada uma, além de muita saúde e paz, tenham um infinito de amor e prazer ao servir. Espero, sinceramente vê-las felizes e realizadas em sua submissão/servidão.

As que estão iniciando, deixo aqui um aconselhamento. Não que eu saiba mais do que qualquer uma. Não, não é isto. É que há coisas que preciso repetir e repetir, se possível até em voz alta, porque servem de lição sobretudo a mim mesma. Como são úteis a mim, espero que também sejam a todas as meninas que, como eu, se encantam em ser escravas/submissas:

Não tenham medo, entreguem-se plenamente. Dediquem-se, aprimorem-se. Sejam solícitas, estejam sempre à disposição, SEM SUFOCAR.

Não se acanhem ao suplicar... Implorem, curvem-se até o chão. Rastejem não apenas fisicamente, porque isto é fácil, mas sinceramente de alma.

Se um dia alguém criticá-las, se as chamarem de fracas ou tolas por serem submissas, não se incomodem. Tenham em mente que o verdadeiro amor exige despojamento, convicção, coragem, determinação, força e, ao mesmo tempo, humildade. Nenhuma de nós é tola ou fraca.

Sintam ciúmes sim e não se envergonhem ao senti-los. Contudo, jamais reclamem, jamais os expressem, a não ser de uma forma leve, rápida, um piscar de olhos, apenas o tempo necessário para acariciarem o coração e a alma de seus Donos.

Deixem claro quão preciosos e insubstituíveis Eles são, que a vida não terá sentido sem Eles e que tudo que lhes der prazer vocês farão sorrindo de corpo e alma, mesmo que seja colocar a seus pés uma jovem e bela mulher, se isto for de seu agrado.

Aquelas que me leem neste instante, desejo que trabalhem firmes para servir com excelência. Que fiquem atentas pois há uma linha frágil que separa o momento de se adiantar e surpreender, para o momento de estarem quietas, cabeça e olhos baixos apenas aguardando o comando. Os dois lados desta linha são absolutamente necessários.

Esperem... Esperem... Esperem... Esperem. Aprimorem-se em esperar, com delicadeza, com doçura, com serenidade, com temperança, que esperar é um dos principais verbos de uma escrava.

Se submetam na totalidade e se permitam ser felizes na subserviência.

Confiem. Sem confiança não haverá obediência cega, nem entrega verdadeira.

Por fim, nunca se esqueçam: Não há submissão ou servidão pela metade. Assim como não há boas ou más escravas e/ou submissas. Ou somos, ou não somos.


{{{{abraço apertadinho}}}}
beijo imenso e carinhoso!



{W_[amar yasmine]}

8 de novembro de 2015

INTERPRETANDO MARCAS




É difícil, e talvez seja mesmo impossível, pensar em BDSM sem qualquer alusão às marcas; pois um sempre nos remete às outras. Elas não são apenas meros efeitos de um spanking, ou qualquer outra prática de impacto em uma sessão, elas têm uma conotação muito significativa neste nosso universo.

Uma sessão é muito mais do que momentos em que as duas partes do D/s se encontram em ação. Assim, todo um processo que antecede ao encontro, ou seja, de planejamento e execução, ou como e o que fazer na sessão, além do que se passa na mente da parte submissa, como uma preparação psicológica, a ansiedade, a tensão da dúvida pelo inusitado, e depois os toques, os tremores, o tesão, ..., e as dores; tudo isso faz parte da sessão.
Tudo isso e mais alguma coisa, pois tudo fica marcado não apenas no corpo, mas principalmente na mente.

Toda sessão tem seus efeitos imediatos e aqueles que advêm de alguma reflexão posterior. Num sentido holístico, as marcas representam todo este processo que se inicia no ato de pensar a sessão, na sua execução e também nas impressões e deduções que desta resultarão. Daí por diante, tudo mais o que acontecer, até o momento em que finalmente a mente submissa sossega e deixa de pensar no acontecido, é por elas (as marcas) representado.

Não há somente o aspecto físico quando aludimos às marcas, mas um igualmente, ou mais importante, componente emocional. A lembrança visual das marcas no corpo sempre trarão à tona as marcas da mente, da emoção, sejam leves, ou severas, independentemente do modo como foram feitas. Justamente na seara da emoção, e sua consequente subjetividade, é que as marcas pesam sempre pelo que representam, e não pelo tamanho, ou pelo tempo que permaneçam visíveis. Uma marca leve e “perecível” pode representar muito mais do que fortes hematomas.

Marcas são importantes tanto a quem faz, como a quem recebe, por sua intensidade. A intensidade dos momentos que representam e das lembranças a que nos remetem.
Em minha opinião, lembranças que significam uma nova fase, ou novo começo, como a primeira que fiz em minha escrava, Amar Yasmine (agora devidamente registrada), que consideramos como sua primeira e definitiva coleira.